Hoje e Sempre

Meus três anosSó por hoje

 Eu percebi que voar é saber ouvir os pássaros que viajaram do Sul ao Norte.

Eu percebi que atravessar montanhas é dar um passo de cada vez para chegar ao topo. E olha que eu estou no começo.

Que sabedoria não é sinônimo de diplomas, de cursos, mas sim de aprender com os próprios erros.

E que às vezes é bom gritar mais alto que puder para se desfazer dos ventos que não fluem bem.

Percebi que rir quando tudo é triste não é loucura, mas é  uma forma de dar adeus ao vazio que se agrega dentro de você.

Quando o dia se desfaz é bom olhar para o céu e agradecer a Deus por mais um dia de sua existência. Pois esse Deus que eu rezo não está numa única imagem que muitos criam e idolatram. Esse Deus está no sol que nasce no Leste e se Poe no Oeste. Esse Deus está no olhar de uma mãe que vê seu filho pela primeira vez ao nascer. Esse Deus está no vento que respiramos e nos milagres da vida que presenciamos todos os dias. Esse Deus está nas estrelas que formam desenhos no céu e na lua que inspira poetas apaixonados. Esse Deus está nas sementes que fazem brotar e crescerem flores e frutos lançados a vida e  preenchendo cores ao mundo. Deus está na menor gota que cai do céu e mata a sede dos povos da seca, da vegetação e da fauna. Esse Deus está na energia que move o universo e  mantém todos os planetas em órbita. Esse Deus está em um sorriso singelo de uma criança. Esse Deus está no fio de água que faz nascerem rios e oceanos. Esse Deus está no amor e na verdade. E é para esse Deus que eu rezo todos os dias…

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No Caminho

bananal

Esta cidade linda em sua biodiversidade e em seu charme colonial guarda muitas histórias do período em que o grande poder econômico do país estava concentrado no café. O município cresceu e se enriqueceu com as fazendas de café. Com tanta riqueza, Bananal (Via Dutra-  Rodovia dos Tropeiros Rj) chegou a avalizar para o Império empréstimos feitos em bancos ingleses, chegando a cidade ao luxo de possuir, por algum tempo sua moeda própria.

Lá visitei a Pharmácia Popular, Antiga Farmácia Imperial: Existe desde 1830, fundada por um boticário francês, tendo, depois de sucessivos proprietários, chegado às mãos do farmacêutico Ernani Graça, pai do atual proprietário. Recebeu um prêmio da Fundação Roberto Marinho como a mais antiga farmácia ainda em funcionamento no Brasil.

Também passei no Chafariz de ferro: Em 1879, por iniciativa de Alfredo Campos da Paz, foi inaugurado no Bananal um chafariz de ferro. Destinado ao atendimento da população que ainda não contava com o serviço de água encanada, o chafariz, hoje restaurado, tem forma de coluna e é ornado com elementos barrocos. No caminho parei em algumas fazendas que se mantinham do café como a fazenda Três Barras, Coqueiros, Independência, Resgate e Boa Vista.

Muitas se transformaram em propriedades particulares, outras foram abertas a visitas com agendamento como é o caso Do Resgate. Na Fazenda Resgate, que pertenceu ao vaidoso comendador Manoel de Aguiar Vallim, um dos homens mais ricos de sua época, todo o brilho do passado imperial manifesta-se no luxo e refinamento de seu imenso sobrado, um dos mais importantes exemplares da arquitetura neoclássica da região. No interior da casa consta pinturas lindas de José Maria Villaroid, pintor francês e algumas obras de aleijadinho.Apesar de toda a beleza que rodeia esta região, muito pouco valor se dá aos patrimônios históricos como os casarões, as próprias fazendas, a estação, e os estabelecimentos de arquitetura barroca e colonial. Lá em Bananal conheci um senhor de muita simpatia chamado Reinaldo Afonso. Ele me mostrou e me contou a história de um dos casarões do centro da cidade no qual trabalha e se dedica a anos. Como a prefeitura local não apóia a restauração e o investimento na preservação dos patrimônios históricos da cidade Reinaldo e algumas pessoas se uniram para reerguer este Casarão. Ele pertenceu ao Fazendeiro Valim, o mesmo proprietário da Fazenda Resgate. Lá, aconteciam os bailes e comemorações importantes. Com o tempo de tanto empréstimos que o senhor Valim fizera foi preciso dar o Casarão para a prefeitura como forma de pagamento. Reinaldo disse além de ter pertencido ao Valim e depois da prefeitura, o Casarão era uma escola que ele e muitas pessoas estudaram. Depois ele foi fechado e aos poucos sendo esquecido. Mas o Reinaldo não esqueceu e junto com seus colegas tenta manter a história viva em suas memórias e da população de Bananal. ” Falta muito ainda, mas aos poucos nós vamos conseguir. Veja, aqui nesse salão era onde se davam as festas. Quando vinham convidados Ingleses uma pequena orquestra  tocava. Quando vinham pessoas do império eram os escravos que tocavam, pois quem era do Império era contra o fim da escravidão sendo que os ingleses já tinham abolido.  Então além disso existem muitas histórias que vivem aqui. Respiramos a história. Não podemos fujir dela ou simplesmente esquecê-la.”

E pode ter certeza que nunca vou esquecer.. . =)

 

Iracema Malika

iracemamalika

Supomos que o Brasil fosse o oposto do que é. Fosse o oposto do que foi. Fosse o oposto do que sente. Fosse o oposto do que se transformou.
Comecemos na bandeira. No verde que rodeia. No amarelo que incendeia o azul do céu e o mar. Seu oposto fosse vermelho colonial e preta escondesse e inibisse toda expressão da história realçada por Cabral.

Cada estrela um estado, cada estado um povo de luta e glória, que no passado fez suor de sua história e viu que a busca à felicidade seria infinita.

Mostrou que o sonho é nossa sombra e que é preciso dar olhos, alma e coração para que ela passe a continuar caminhar.

Uma coisa chamada pecado era inimiga mortal e uma epidemia que vinha do norte ao Sul do Equador curava com outra chamada rezar.

No ventre escravo nasceram os mestiços, replantou o samba, o candomblé, o vatapá, a capoeira. O Brasil não comeria o que come, não rezaria o que reza, não dançaria nem cantaria como agora canta se não fosse a Mama África. Seu oposto seria liristicamente importado cuja formalidade e decência tornaria um ser em humano.

Eu conheço a resistência, ela vem de muito longe, percorreu muitos caminhos e deixou sua semente à gerações… Passou muitos anos pela escravidão, ficaram muitos heróis. Zumbi é um exemplo de guerreiro negro, que preferiu suicídio à rendição. Seu oposto seria incrédulo, nem pensaria em criar criaturas destinadas a morrer para nascer na história.
Não daria alma aos grandes Andrades, nem mãos divinas a Tarcilas do Amaral.

Não daria asas a Santos Dumont, nem a repentina e infinita paixão a Vinicius de Moraes.Não faria Caetano e Gil sentirem fome constante de libertar brilhantes sentimentos em protesto total. Não pintaria à dedo o cenário das grandes revoluções, não cantaria no ouvido de Chico Buarque, Milton, Tom, nem gritaria na mente de Glauber. Tenho certeza que não reencarnaria um anjo em Renato Russo, nem um diabo em Raul Seixas.

Então a partir deste cenário tropical vamos descobrir um Brasil sem gravatas, nossa cultura é a macumba não a ópera, formada de um povo simples, pobre, que precisa realmente ser Resgatado.

 

Na Terra de Macacos Homem não Fala!

refujiados

Mais um dia amanhece e acordamos dentro de nossas prisões rodeadas por grades e cercas elétricas que chamamos de casa.
Ontem diferenciávamos outras etnias como animais inferiores, indigentes, escravizando-os.
Hoje produzimos as mais desenvolvidas máquinas, trabalhamos em quatro paredes tendo que estar sentados a maior parte do tempo mantendo a mente e o corpo escravos de aparelhos criados por nós mesmos chamados Tecnologia.
Isso é a evolução.
Ontem, colonizávamos e explorávamos novas terras em busca de riquezas. Hoje brigamos por territórios e fazemos guerra por Petróleo.
Isso é a evolução.
Ontem sobrevivíamos da agricultura, éramos nômades, formados por grupos, cada qual com sua linguagem, seus costumes. Hoje comemos todos os dias alimentos repletos de agrotóxicos, lixos tóxicos produzidos por mós mesmos. Somos separados por grupos marcados por rótulos que seguem um único sistema. Caso um queira pertencer a outro é completamente banido e excluído da sociedade.
Isso é a evolução.
Fabricamos uma ave de aço que seria usada pra encurtar distancias e aproximar os povos, mas, como somos evoluídos, passamos a usá-la pra matar nossos irmãos.
Injetamos todos os dias bilhões de litros de produtos químicos e dejetos nos nossos rios contaminando assim nossa maior fonte de vida e matando seres vivos indefesos.
Isso é a evolução.
Ontem sobrevivíamos da pesca, da caça, da colheita. Tínhamos nossos rituais, nossas crenças. Hoje sobrevivemos de imagem, ritual é dieta, consumismo é a base, e convivemos assim junto ao conformismo. Idolatramos seres superiores e fazemos guerra para ver quem é melhor que o outro e muitos transformam Deus em auto-imagem.
Isso é a evolução
Ontem não tínhamos muita informação, então, buscávamos reflexão em tudo o que acontecia. Assim, nasciam as revoluções, os jovens com mais posição política, mais idealismo.
Hoje é muito informação, pouca reflexão. Os milhares meios de comunicação têm serventia apenas para novelas que retratam a vida real, para diversão, o lazer. Morrer um ou dois nas favelas é normal. Pessoas civis e inocentes morrerem na guerra do Oriente Médio é normal. Criança da Índia trabalhando escrava em confecção de roupas é normal. Garoto na Etiópia ao nascer ganhar uma arma de presente é normal, pois isso
É a evolução.
Somos o fruto da evolução. Os primeiros mamíferos a usar calças, a falar, a ter sentimentos e possuir o dom da razão. Buscamos sempre um motivo para a razão da existência, para ser feliz, sem ao menos perceber que os outros animais simplesmente já São.

‘In God we trust’

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Tudo é possível
Quando a alma não é pequena. Quando um sonho vira um dilema. Quando um realiza por mil.
É possível renascer, cair pra crescer, amar para viver, sorrir pra vencer os problemas mais difíceis.
É possível plantar sementes do bem no solo dos sonhos fazer crescer e colher os frutos dos grandes valores em terra da realidade.
É possível transformar aquilo que nos parece aparentemente impossível em algo que pode estar em nosso alcance.
É possível mover montanhas, quebrar barreiras ou padrões impostos por nós mesmos.
É possível fazer da vida uma obra poética, revolucionária, uma canção…
A todo o momento exportar experiências e delas absorver suas essências.
É possível promover a igualdade, valorizar o ser, não o ter e criar uma concepção nova de mundo. Sem geometrias, linhas imaginárias ou divisões que individualizam cada pedaço de terra.
É possível fazer a história ser transparente, os personagens mais conscientes e sair do conformismo pelas portas da frente.
É possível criar um novo sistema, abominar o individualismo, formar uma nova filosofia de vida.
É possível sair do escuro, iluminar as idéias e ir até o fim delas. Repassar cada luz de conhecimento e formar um mundo mais claro, chamado Respeito.
Mas se um desiste todos perdem. Os frutos apodrecem, as luzes se apagam, as correntes se quebram. Porque se um desiste, todos perdem, todos perdem

 

Espírito Falido?

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No meu presente, as pessoas correm no tempo em busca de uma estética perfeita. A embalagem anda e encanta. O conteúdo implora e é descartado. As ideologias são recicladas e transformadas em produtos de venda e lucro; Ter ”Che” na sua camisa é Cool, estar apaixonado por alguém é cafona.
A juventude é acomodada, sem posição política, sem idealismo e individualista. Os adultos se aproveitam da imaturidade dos jovens para transformá-los em mercado consumidor. Assim, surgem Hannas Montanas, HSM, Jonas Brothers as DisneyManias e assim vai.
Posso matar, vandalizar, roubar. Envelhecer Jamais!
Super Homem é desenho para meus filhos assistirem, Monteiro Lobato é coisa brega, sem cultura, nacional…
As pessoas são manipuladas por invasores culturais que aterrissaram em terra firme e nem ao menos a se percebem?
Bom, eu gosto de me vestir legal, gosto do Led Zeppelin, de Cazuza, Caetano e estar sentindo bem comigo mesma, mas não quero ver e sentir a minha geração que é o futuro da nação, bule mica, anoréxica, Cega, Surda, Muda, empantufada de fast food e deixando de acreditar nos verdadeiros valores humanos e no Amor. Porque eles existem… Em cada um de nós.

Rolando Bondrin-  Sinto Vergonha de Mim!

Camarada Obama

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Em 21 meses de campanha, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, foi testado e provocado por seus oponentes e também adulado pela imprensa. Como potência mundial, outros países questionam-se sobre o novo modelo presidencial que poderá influenciar a economia, as culturas e o desenvolvimento de cada país.Um dos candidatos citou que ”Obama precisará de algo como a coragem de Lincol, que assumiu na vertigem da Guerra Civil, e a astúcia de Roosevelt, que venceu a depressão de seu país”.Outro candidato apontou que, após as eleições, o presidente eleito precisará explicar aos americanos que a economia necessita de um ajuste e que o custo da arrumação será pago por todos.Os que são contra dizem que o novo presidente terá que ser submetido ao mais duro dos testes: o da realidade, pois promessas de campanha não costumam sobreviver à vida real e que isso vale para todo político. Mas, devido à crise, vale ainda mais para Barak Obama. Com a recessão, vêm o desemprego e a queda nos rendimentos do americano médio.Os que são favoráveis, acreditam que o novo presidente estabilizará a economia, disbribuindo as riquezas, irá promover a paz no Oriente Médio, controlará os ímpetos imperiais da Rússia, dará atenção à América Latina, contribuirá para evitar o aquecimento global como projetos à segurança ambiental e evitará uma recessão dolorosa.Penso que a vitória de Obama não acaba com o racismo individualista, porém é um marco de igualdade racial num país em que o conflito de negros e brancos ainda dói.Segundo Hélio Santos, diretor presidente do Instituto Brasileiro de Diversidade (IBD), estimula-se na diversidade global, a capacidade de conviver com pessoas, culturas diferentes e de valorizar essas diferenças, em vez de estabelecer uma hierarquia entre elas. Ao analisar a trajetória de Obama, têm-se a impressão de que ela foi preparada com zelo didático para os desafios deste início de milênio.Assim, as guerras existentes hoje no mundo são mais culturais e étnicas do que ideológicas as que exigem lideranças capazes de lidar com desafios diferentes daqueles enfrentados durante a Guerra Fria e que ainda inspiram políticos como John McCain. É preciso analisar também que Obama trouxe no cenário da política uma motivação pela mensagem de mudança e fazendo com que milhões de eleitores jovens participem em proporções crescentes de atividades políticas mantendo-os ativos e interessados pelo desenvolvimento de seu país. Acredito em Obama e em sua frase ” yes we can” tornará muitas coisas possíveis!