A voz para a juventude



Há algum tempo a violência passou a fazer parte do cotidiano dos jovens e a ocupar espaço no noticiário e na vida das pessoas. Nos acostumamos a ver, ler e ouvir diariamente notícias de criminalidade ocupando  espaços na mídia, jornais e nas conversas ganhando mais destaque do que outros temas como o tráfico, roubo, corrupção, guerras por territórios, poder e religião.

É fundamental notar primeiramente as principais causas da violência destacando os valores humanos, a cultura, o histórico, a situação e os desvios de caráter de cada indivíduo.

A má distribuição de renda em diversos países, como no Brasil por exemplo, causa desigualdade de ensino, há menos oportunidades do jovem se integrar no mercado de trabalho, de aumentar rendimentos e ascender socialmente.

Nesse cenário de carência na educação, no lazer, na segurança, as atividades do crime organizado, como o tráfico de armas e drogas, aparecem para os jovens como uma possibilidade de ganhar dinheiro.

Nota-se por outro lado que a violência não é exclusividade dos criminosos. O número de homicídios praticados por policiais é alto, revelando o despreparo e uma prática alimentada pela impunidade e pela conivência de autoridades.

Outro problema é a superlotação dos presídios e da degradação da infraestrutura que levam a uma violação sistemática dos direitos humanos, provocam problemas de gestão e descontrole dos agentes sobre os internos que favorecem a entrada do crime organizado nos presídios. Assim, em lugar de fazer justiça e punir o crime com a intenção de recuperação humana do criminoso, o sistema penitenciário brasileiro ignorou e o que vemos é um quadro crítico de crimes organizados, a grande formação de milícias que dominam e controlam as maiores favelas do país, o tráfico e as armas sustentadas por multinacionais.

O aumento de investimentos em segurança pública para treinamento e aperfeiçoamento dos agentes de segurança, a adoção de programas para reduzir a desigualdade social e a reforma do sistema penitenciário são algumas das ações propostas para diminuir a violência.

É necessário buscar soluções para diferentes questões da desigualdade social em áreas como a assistência social e a educação. No setor da justiça, o Brasil precisa criar um modelo que além de punir com rigor o crime, promova a reabilitação e a reinserção do preso à sociedade com oportunidades fora do crime, caso contrário o ciclo se repetirá.

A inclusão e a participação do jovem na política, nas artes, na música, na dança, no esporte é imprescindível para um desenvolvimento social, para a ampliação do senso crítico e a formação de uma geração consciente e mais ativa como é o caso de diversos jovens que recentemente foram às ruas do Egito protestar contra o governo do presidente ditador Hosni Muraback que há mais de trinta anos aplica um regime militar autoritário no país. Assim como foi também no Brasil em 68 onde parte da juventude lutou para derrubar a ditadura e que a política era uma ideologia na vida dos jovens, uma filosofia de vida.

Infelizmente a juventude atual não aprecia arte, não ouve músicas de qualidade, valoriza culturas estrangeiras de incentivo à consumo, destruição ambiental, não lê, não se politiza, não sabe o que está acontecendo na geopolítica, na política do seu país. Preocupam-se mais com questões superficiais do que realmente importa na vida. Preferem fazer de um trecho de música que banaliza os sentimentos humanos, do que ouvir músicas de qualidade que expressam poesia. Preferem quebrar carros, jurar de morte jogadores de um time de futebol ao perder do que sair nas ruas e protestar contra uma corja de políticos que roubam o dinheiro do povo, que desviam verbas da educação, da saúde pública, da aposentadoria e que nós, infelizmente nós sustentamos esse show.

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