Miscigenação que move o mundo

O Brasil é um país no qual a miscigenação está no âmago da formação da sociedade brasileira. As marcas históricas das imigrações são visíveis na própria formação física, na identidade, resultando uma pátria que carrega a origem européia, indígena e negra, mas com discriminações.

É preciso inicialmente, analisar que, no período da colonização, o país era um vasto território natural ocupado por indígenas cujas tribos possuíam a divisão do trabalho entre os homens, responsáveis pela caça e guerrear, enquanto as mulheres faziam o alimento e cuidavam da tribo. Aos poucos os portugueses colonizaram a terra e impuseram os núcleos da formalidade, a moral, a religião, a cultura e a regra patriarcal européia. As relações familiares eram organizadas a partir da autoridade do chefe de família onde o homem representava o poder e a mulher era confinada ao espaço doméstico, submetida à figura do patriarca.

Simbolicamente não existiu nenhuma figura feminina nos primeiros trezentos anos de colonização. Apenas após o período de independência, com a chegada da família real, a abertura dos portos, investimentos no desenvolvimento das cidades e o fluxo de mais pessoas dando presença a damas na realeza que se destacou, por exemplo, a figura da baiana Maria Quitéria, escondida no disfarce de homem militar, que lutou pela independência do Brasil, movida pela bravura, o inconformismo na sociedade e o contexto em que vivia.

Ao longo dos anos, boas partes das mulheres permaneceram confinadas em casa, conquistando vagarosamente uma lei à educação feminina no período do Império, permitindo que as meninas participassem dos níveis básicos da escola, mas proibindo suas presenças nos níveis superiores.

No século XIX, surgiram sinais de que as mulheres emergiam um papel ativo socialmente. Nessa época, no Rio de Janeiro,
Chiquinha Gonzaga tornou-se a primeira maestrina popular brasileira, participando também ativamente do movimento abolicionista, já que se vivia uma época de escravidão entre os negros. Foi um período em que a luta pelo respeito de direitos básicos às mulheres misturou-se por vezes à militância abolicionista, pois elas batalharam para serem aceitas como seres humanos com capacidades iguais às dos homens e reconheceram com facilidade a crueldade da
escravidão.

Durante o Império, apenas homens livres e com alta renda possuíam direito ao voto. Com a chegada da República, ele passou
a ser um direito de todos que eram alfabetizados com mais de vinte e um anos de idade, enquanto as mulheres conquistaram o mesmo direito ao exercício de cidadania apenas no governo do presidente Getúlio Vargas, nos anos trinta, que
instituiu como o novo Código Eleitoral e o direito de voto feminino.

Nesse mesmo período uma judia alemã com alma brasileira, Olga Benário, defensora do comunismo, lutou fervorosamente para acabar com um regime nazista e contra as injustiças sociais. Casou-se com o líder comunista brasileiro, Luís Carlos Prestes, ambos viveram no Brasil sob a clandestinidade até serem descobertos pela polícia e ela deportada para a Alemanha dando luz a sua filha em um campo de concentração.

Foi no pincel de Tarsila do Amaral que um Brasil saiu da obscuridade, trazendo personagens que um dia não tiveram o seu
valor e transformando- os em imigrantes protagonistas de suas obras: nordestinos, mulatas, índios, caboclos, destacaram-se na arte modernista.

Obstinada e com uma personalidade forte e revolucionária, irmã Dulce, uma freira baiana dedicou sua vida em prol da comunidade carente. Deixando um grande exemplo de solidariedade ao mundo, ela desempenhou com amor trabalhos sociais ajudando milhares de enfermos e pobres.

Mas, foi nos anos sessenta que os movimentos feministas atingiram então sua força máxima. Época
em que a generalização dos métodos contraceptivos, principalmente a pílula anticoncepcional ofereceu às mulheres mais controle sobre o próprio corpo. Enquanto intelectuais e escritoras como a norte americana Betty Friedan questionavam em suas obras o tradicional papel feminino dentro da sociedade, um movimento de mulheres invadiu as universidades, as ruas e o mundo do trabalho em boa parte do planeta.

Entre os protestos por democracia, ouvem-se também as vozes femininas, incluindo as da nossa atual presidenta, Dilma Rousseff, então uma universitária revolucionária na época.

Foi na simplicidade, que Cora Coralina, doceira de setenta e seis anos, produziu obras poéticas ricas em motivos do cotidiano e sensibilizou as pessoas. Segundo ela: ‘’ muitas vezes bastava ser: o colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem
longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina’’.

No mundo contemporâneo, embora todos os esforços realizados pelas gerações passadas ainda existe a desigualdade entre
os gêneros: as mulheres recebem salários inferiores aos dos homens, apesar de terem o mesmo cargo, há violência doméstica e sexual; machismo, desvalorização da imagem feminina pela grande exposição na mídia e além de tudo isso, elas sustentam com dignidade o núcleo familiar, ou seja, possuem deveres e raramente são reconhecidas.

Em face do exposto, é imprescindível que o novo palco da história contenha personagens que sejam individualizadas por suas
essências, caráter, valores e ética ao contrário da cor da pele, da etnia, da opção sexual e principalmente do gênero.

As diferenças entre homens e mulheres sempre existirão. E, se no passado muitos se sacrificaram pelos direitos humanos, hoje
nós devemos criar uma corrente de reflexão e ação para um mundo mais justo e igualitário.

Anúncios

Extinção humana

Observa-se diariamente cenários de injustiças sociais, berço da civilização como a Africa do Sul, sendo explorada por superpotências nas quais retiram matéria prima do continente aonde nasceu a principal riqueza do mundo: A vida. Países com os maiores índices de desenvolvimento humano, econômico  e social crescendo a custa das mãos, suor e criatividade dos países subdesenvolvidos.

A exploração e disputa por riquezas naturais, territórios é interminável cujo o único objetivo é o poder.

É possível sim organizar uma corrente de reflexão e ação dentro do sistema capitalista em que vivemos. Seria utopico lutar por uma democracia socialista. Essa ideologia e geração já desempenhou um papel fundamental na história nos anos sessenta, cuja característica foi a liberdade de expressão, a participação política dos jovens ( valores estes que deveriam ser resgatados na atual geração, que não se importa muito em politizar), e a luta por uma democracia anti totalitarista e autoritária. Atualmente, se for para derrubar, que sejam as barreiras do impossível, o conformismo e ausência de reivindicações.

Se for para guerrear, que seja pela educação de qualidade, saúde, moradia a todos, distribuição de renda e acesso a cultura por aqueles que não têm oportunidades.

Se for para se perder que seja em uma noite estrelada aonde consegue-se ver um Deus sem estereótipos religiosos ou uso político da religião. Um Deus manifestado na natureza, nas atitudes boas, nos abraços, nas ações solidárias.

Se for para matar que seja a fome de milhões de crianças que morrem na África, no norte do Brasil, nos subúrbios da India… Da ruptura da ética, da corrupção e da imprensa que não mostra a realidade.

Se for para explorar que sejam os desejos de transformar as pessoas em seres mais HUMANOS.


Resgate de Valores



Há algum tempo vem existindo um apagão nos recursos humanos. Um país não se desenvolve se não investir em tecnologia, inovação, saúde e principalmente em educação.

É preciso em primeiro lugar, lembrar que se nas escolas fosse disponível laboratórios, aulas no período integral, bibliotecas, salas de informática, alimentação, os economistas apontam que seria preciso gastar dez por cento do PIB por dez anos. Educação em período integrado não é como escola, pois ocorre no horário normal de um período, combinando com outras atividades pedagógicas em que a criança e o jovem possa ir a museus, visitar parques, comunidades e assim será educado por outras práticas que não necessariamente em sala de aula.

Não se pode esquecer que para isso ocorrer é preciso melhorar a qualidade do gasto público e evitar desvios de verba pública como acontece no nordeste brasileiro em que são roubados os recursos públicos e também o futuro das crianças e adolescentes.

Além desse fator, não se pode esquecer que ainda existem quinze milhões de jovens analfabetos, quaretna por cento de crianças que, se alfabetizam, mas que não entram ou concluem o ensino médio. É imprescindível aumentar os investimentos, gerar igualdade de oportunidades para que o país possa fazer juízo das imensas oportunidades que ele tem.

Temos o exemplo de um presidente da república que mesmo sem ter conhecimento acadêmico que muitos tiveram por ausência de oportunidades, passou fome e muitas dificuldades na vida no lugar onde nasceu e cresceu, em Pernambuco, mas conquistou um país, o mundo e foi um dos únicos presidentes que governou e que pagou a dívida externa, desenvolveu planos pra melhoria do país focando nos menos favorecidos e foi o povo que o elegeu pois confiaram em um deles. É claro que ainda há muito o que fazer, muitas falhas no sistema mas se for observar o contexto histórico do país, encontraremos um desenvolvimento notável.

Outro exemplo de superação é o da ex ministra do meio ambiente Marina Silva que até os dezesseis anos de idade era analfabeta, criada no Amazonas e grande amiga do ambientalista, seringueiro e sindicalista Chico Mendes que defendia a floresta e os direitos dos seringueiros ( Chico só foi aprender a ler aos 20 anos de idade. Indignado com as condições de vida dos trabalhadores e dos moradores da floresta amazônica, tornou-se um líder do movimento de resistência pacífica. Defensor da floresta e dos direitos dos seringueiros, ele organizou os trabalhadores para protegerem o ambiente, suas casas e famílias contra a violência e a destruição dos fazendeiros, ganhando apoio internacional). Marina Silva se alfabetizou, formou-se em uma faculdade, passou a ser uma pessoa de grande influência no Brasil e quase tornou-se presidente do Brasil nas eleições de 2010.

Por lei, vinte e cinco por cento dos impostos arrecadados em todas os municípios devem se investidos em educação que muitas vezes não ocorre devido aos desvios de verbas e a corrupção, ou até mesmo o descaso, pois para muitos políticos, quanto mais ignorante for a massa, mas fácil será a manipulação, mais alienação, mais comando.

Portanto, é de suma importância dar valor à educação, pois ela é um investimento de mudanças, de conscientização, de inserção no mercado de trabalho, na estabilidade, qualidade de vida proporcionando à futura geração um futuro melhor. Questionem, perguntem, façam, não deixem que sejam manipulados por nada e ninguém, pois somos criados desde o ” descobrimento do Brasil” para sermos os subordinados, trocados e usados.

A voz para a juventude



Há algum tempo a violência passou a fazer parte do cotidiano dos jovens e a ocupar espaço no noticiário e na vida das pessoas. Nos acostumamos a ver, ler e ouvir diariamente notícias de criminalidade ocupando  espaços na mídia, jornais e nas conversas ganhando mais destaque do que outros temas como o tráfico, roubo, corrupção, guerras por territórios, poder e religião.

É fundamental notar primeiramente as principais causas da violência destacando os valores humanos, a cultura, o histórico, a situação e os desvios de caráter de cada indivíduo.

A má distribuição de renda em diversos países, como no Brasil por exemplo, causa desigualdade de ensino, há menos oportunidades do jovem se integrar no mercado de trabalho, de aumentar rendimentos e ascender socialmente.

Nesse cenário de carência na educação, no lazer, na segurança, as atividades do crime organizado, como o tráfico de armas e drogas, aparecem para os jovens como uma possibilidade de ganhar dinheiro.

Nota-se por outro lado que a violência não é exclusividade dos criminosos. O número de homicídios praticados por policiais é alto, revelando o despreparo e uma prática alimentada pela impunidade e pela conivência de autoridades.

Outro problema é a superlotação dos presídios e da degradação da infraestrutura que levam a uma violação sistemática dos direitos humanos, provocam problemas de gestão e descontrole dos agentes sobre os internos que favorecem a entrada do crime organizado nos presídios. Assim, em lugar de fazer justiça e punir o crime com a intenção de recuperação humana do criminoso, o sistema penitenciário brasileiro ignorou e o que vemos é um quadro crítico de crimes organizados, a grande formação de milícias que dominam e controlam as maiores favelas do país, o tráfico e as armas sustentadas por multinacionais.

O aumento de investimentos em segurança pública para treinamento e aperfeiçoamento dos agentes de segurança, a adoção de programas para reduzir a desigualdade social e a reforma do sistema penitenciário são algumas das ações propostas para diminuir a violência.

É necessário buscar soluções para diferentes questões da desigualdade social em áreas como a assistência social e a educação. No setor da justiça, o Brasil precisa criar um modelo que além de punir com rigor o crime, promova a reabilitação e a reinserção do preso à sociedade com oportunidades fora do crime, caso contrário o ciclo se repetirá.

A inclusão e a participação do jovem na política, nas artes, na música, na dança, no esporte é imprescindível para um desenvolvimento social, para a ampliação do senso crítico e a formação de uma geração consciente e mais ativa como é o caso de diversos jovens que recentemente foram às ruas do Egito protestar contra o governo do presidente ditador Hosni Muraback que há mais de trinta anos aplica um regime militar autoritário no país. Assim como foi também no Brasil em 68 onde parte da juventude lutou para derrubar a ditadura e que a política era uma ideologia na vida dos jovens, uma filosofia de vida.

Infelizmente a juventude atual não aprecia arte, não ouve músicas de qualidade, valoriza culturas estrangeiras de incentivo à consumo, destruição ambiental, não lê, não se politiza, não sabe o que está acontecendo na geopolítica, na política do seu país. Preocupam-se mais com questões superficiais do que realmente importa na vida. Preferem fazer de um trecho de música que banaliza os sentimentos humanos, do que ouvir músicas de qualidade que expressam poesia. Preferem quebrar carros, jurar de morte jogadores de um time de futebol ao perder do que sair nas ruas e protestar contra uma corja de políticos que roubam o dinheiro do povo, que desviam verbas da educação, da saúde pública, da aposentadoria e que nós, infelizmente nós sustentamos esse show.

Mudança




Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama… Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais… leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado… outra marca de sabonete, outro creme dental… Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!

Edson Marques

O indivíduo frente a ética nacional


 

Somos um país miscigenado, culturalmente ricos, temos vastas riquezas naturais, uma biodiversidade grandiosa. Estamos crescendo economicamente sendo posicionados como um país desenvolvido. Acontece que ainda há muita probeza, muita falta de distribuição de renda e principalmente há corrupção responsável por inúmeros desastres, violencia e ausencia de ética.

É fundamental notar os inúmeros escândalos que observamos nos meios de comunicação envolvendo políticos, mensalão, desvios, aumento de salário dos nossos representantes, assim como os deputados.

A camera dos deputados é composta por volta de 613 membros, que recebem um salário mensal de aproximadamente R$16.000,oo. A quantidade de deputados é estabelecida no ano anterior às eleições , já que o número de representantes por cada estado é fixado conforme o quantitativo de habitantes de cada unidade federativa.

Ok, vocês devem estar achando uma chatice esse texto, um verdadeiro besteirol sem utilidade alguma.  Agora pensa bem que se formos parar e pensar no que nos rodeia isso faz sentido e o nosso país está uma bagunça!

Nas eleições de 2010 para deputado federal, Tiririca foi o deputado mais votado por São Paulo com cerca de 1 milhão de votos. O povo não elegeu apenas um palhaço, mas ajudou a eleger muitos outros políticos do seu partido como Marcelo Crivela que talvez vocês não saibam mas ele é sobrinho de Edir Macedo, proprietário da TV Record da qual Tiririca é funcionário.

Na coligação para a qual Tiririca é puxador de votos, vejam bem: PUXADOR DE VOTOS, estão candidatos envolvidos no mensalão. O povo por inocencia às graças de um palhaço e por ignorancia contribuiu para que o Brasil decaísse mais.

Ademais corrupções em diversas áreas, setores,lugares. Assim como as milícias que são grupos criminosos formados por políciais e bombeiros, fora de serviço ou na ativa que controlam por meio contribuições dezenas de favelas no Rio de Janeiro, mas que gera muita violência, mortes e extorção de pagamentos em troca de proteção.

A corrupção está na nossa própria segurança, nos meios de trabalho, de educação, de saúde e até em meios de comunicação.

Há muitos jornais comprados por políticos, muitos canais televisivos manipulados por corruptos e que manipulam a sociedade. E sabe quem sustenta todo esse sistema? Sim, somos nós.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas afirma:

” Todos os seres humanos  nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciencia, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”

Em face do exposto é fundamental que os Direitos Humanos deixem de ser utopias escritas em uma folha de papel e passe a ser executado em nossa sociedade cada vez mais ausente de ética. O futuro depende de um sistema honesto, limpo, transparente que invista na educação, na saúde, nos direitos básicos de cada um.

Vamos dar lugar a preocupação da construção de inúmeros presídios, com mais projetos sociais, mais escolas, mais hospitais e meios que tragam a melhoria da sociedade.

Um papel de todos

 

 


Marley, é um rapaz de classe média urbana, nascido em São Paulo no ano de 1970.Quando pequeno, trancado em seu apartamento, ficava assistindo televisão enquanto sua mãe se ocupava com os afazeres domésticos.

Seus desenhos preferidos eram: Scooby Doo, Tom e Jerry, Mickey e seus quadrinho eram o Batman, o Spider Man e o Super Homem.

Hoje, seu filho de dez anos assiste ao Cartoon e sua filha de 14 adora a Demi Lovato e já leu e assistiu a todos os filmes da saga Crepúsculo. Sua mulher compra todos os meses um produto da polishop e agora disse que vai comprar um maiô que deixa as curvas mais bonitas do Doctor Ray.

Essa semana Marley vai fazer um empréstimo no banco para comprar uma televisão de 42 polegadas e pagar a viagem dos sonhos da filha para a Disney. Antes de passar no banco, ele precisa ir ao shopping comprar um tênis para o filho e um novo i phone para ouvir indo para o trabalho.

E quem é Marley?

Bom, Marley é um rapaz de 40 anos de idade que mora na maior cidade do Brasil, onde ele e sua família, como muitas dessa geração, são os filhos, geração e produto de uma invasão cultural e um sistema linear.

Num país que é finito, não podemos viver num sistema linear, pois interagimos com diversas culturas, religiões, economias, políticas e sociedades. Nesse sistema existem falhas que vai da política e se estende na mentalidade do usar e jogar fora.

As pessoas vivem e trabalham ao longo desse sistema onde algumas são um pouco mais importantes do que as outras. Algumas têm um maior poder de decisão, como o governo. A função do governo é olhar por nós, cuidar de nós, porém o que vemos na maioria das vezes são escândalos políticos, cenas de corrupções, desvios das verbas públicas e a preocupação verdadeira é com o bem estar das corporações e o bem individualista.

Pagamos impostos para um asfalto mal feito, onde a placa na rua indica um gasto de 3 milhões de reais. Pagamos nossos impostos para encher os tanques dos militares, para enfrentar filas enormes em hospitais públicos, para nos depararmos com crianças pedindo esmolas nas janelas dos carros, para multiplicar o investimento no mercado armamentista, para alimentar o tráfico de drogas, de órgãos, de prostituição. Pagamos nossos impostos para não enxergar a injustiça social, para milhares de crianças e adolescentes deixarem as escolas, o conhecimento, para pegar em um machado e trabalharem nas lavouras.

Uma televisão talvez tenha sido montada por uma criança no México, seu plástico deve ter sido retirado da China, o metal na África do Sul e o petróleo no Iraque. Marley, personagem do início da história, não irá pagar na televisão que comprou.  Não irá pagar o custo da matéria

prima retirada, da exploração de crianças, da destruição e impacto ambiental na produção e liberação de toxinas das fábricas de eletroeletrônicos.

Quando pequenos, nossos pais sempre nos ensinaram a compartilhar o que era nosso, a sermos generosos. E o que fazemos depois de adultos?

Um jovem morador de rua um dia me responder que se tivesse muito dinheiro ele ajudaria sua família e daria roupas, alimentos, remédios, moradias, amor e carinho para outras pessoas que também não têm. Então por que alguém que não tem nada ainda deseja compartilhar, enquanto nós que temos de tudo insistimos em ser tão individualistas?

Aposto que nossos pais quando tinham a nossa idade não tinham as mesmas preocupações que as nossas. Hoje, tenho medo de respirar oxigênio, pois o ar é poluído e cheio de tóxicos. Tenho medo de ter um filho e ele não ter mais a mesma oportunidade que eu tive de saber e ver uma floresta, biodiversidade, um ecossistema, ver o céu azul e nadar nas águas do mar. Tenho medo da terra tremer, das ondas dos oceanos e das bruscas tempestades  invadirem a minha casa e da fúria da mãe natureza contra mim.

Em 1500, o país não só foi dito como descoberto, mas seria a partir daquele momento que ele não seria mais a terra de Pindorama, mas a terra do ponto de vista dominado, submetido, o que chamamos hoje de terceiro mundo.

Paul Brasil, ouro, café, cidades, indústrias…

Nós sustentamos o modo de vida que não é nosso. Encaramos a cultura européia como sinônima de evolução e até hoje nos anestesiamos para outras artes, literatura, tecnologia, lazer etc.

Só na Amazônia  perdemos 2 mil árvores por minuto para sustentar  grandes fazendas agrícolas e pecuárias. Plantamos arroz e feijão de melhor qualidade para ir para a mesa dos gringos. Alimentamos e adestramos os melhores gados para ir ao prato de gringos. Nessas mesmas fazendas são investidos milhões de reais, destruído milhões de florestas e exterminados milhares de famílias indígenas, raiz e sangue dessa pátria.

As pessoas precisam vender e comprar todo o lixo de substancias tóxicas o mais rápido possível em constante movimento, pois é essa rapidez que gera e mantém a bolsa e a economia do país em grande nível.  E a cada ano um novo modelo de carro, de eletroeletrônicos, de roupas, é fabricado para atrair mais consumidores.

Vemos nesses comerciais anúncios de produtos que supostamente você deveria comprar para lhe tornar um ser mais feliz e completo, caso contrário será inteiramente banido da sociedade.

Temos uma política do trabalhar, ver e pagar. Temos mais coisas do que tempo para sermos felizes.

Vivemos num sistema em crise e é preciso que todos nós enxerguemos isso.  Em vez da justiça se preocupar com a maioridade penal, ela deveria estar agindo nesse sistema falho para que a criança e o adolescente não tenham a necessidade de recorrer ao crime para se integrar socialmente, financeiramente e culturalmente.  Em vez do governo sujar suas mãos de

petróleo e esbanjar orgulho do mal que é feito ele poderia investir esse dinheiro em educação para todos de qualidade, projetos sociais e ambientais, na saúde pública e nas necessidades básicas da população.

Há quem diga que é irrealista idealista e que não pode acontecer, mas eu digo que quem é irrealista é aquele que quer continuar no velho caminho.

Precisamos nos livrar da mentalidade do usar e jogar fora, vamos fazer uma nova escola de pensamentos baseada na sustentabilidade e equidade, energia renovável, economias locais vivas, mais intervenção de jovens em todas as áreas, química verde, zero resíduo, uma sociedade alfabetizada, crítica, organizada e um governo que possamos ter orgulho de nos representar lá fora.

Não é como a gravidade que temos que conviver. As pessoas criaram esse sistema e nós também podemos mudá-lo. Por isso vamos criar algo novo, estudar e saber a vida dos nossos políticos, exercerem a verdadeira cidadania e fazer um país e um mundo melhor a cada dia.