Mudança




Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama… Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais… leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado… outra marca de sabonete, outro creme dental… Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia. Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!

Edson Marques

O indivíduo frente a ética nacional


 

Somos um país miscigenado, culturalmente ricos, temos vastas riquezas naturais, uma biodiversidade grandiosa. Estamos crescendo economicamente sendo posicionados como um país desenvolvido. Acontece que ainda há muita probeza, muita falta de distribuição de renda e principalmente há corrupção responsável por inúmeros desastres, violencia e ausencia de ética.

É fundamental notar os inúmeros escândalos que observamos nos meios de comunicação envolvendo políticos, mensalão, desvios, aumento de salário dos nossos representantes, assim como os deputados.

A camera dos deputados é composta por volta de 613 membros, que recebem um salário mensal de aproximadamente R$16.000,oo. A quantidade de deputados é estabelecida no ano anterior às eleições , já que o número de representantes por cada estado é fixado conforme o quantitativo de habitantes de cada unidade federativa.

Ok, vocês devem estar achando uma chatice esse texto, um verdadeiro besteirol sem utilidade alguma.  Agora pensa bem que se formos parar e pensar no que nos rodeia isso faz sentido e o nosso país está uma bagunça!

Nas eleições de 2010 para deputado federal, Tiririca foi o deputado mais votado por São Paulo com cerca de 1 milhão de votos. O povo não elegeu apenas um palhaço, mas ajudou a eleger muitos outros políticos do seu partido como Marcelo Crivela que talvez vocês não saibam mas ele é sobrinho de Edir Macedo, proprietário da TV Record da qual Tiririca é funcionário.

Na coligação para a qual Tiririca é puxador de votos, vejam bem: PUXADOR DE VOTOS, estão candidatos envolvidos no mensalão. O povo por inocencia às graças de um palhaço e por ignorancia contribuiu para que o Brasil decaísse mais.

Ademais corrupções em diversas áreas, setores,lugares. Assim como as milícias que são grupos criminosos formados por políciais e bombeiros, fora de serviço ou na ativa que controlam por meio contribuições dezenas de favelas no Rio de Janeiro, mas que gera muita violência, mortes e extorção de pagamentos em troca de proteção.

A corrupção está na nossa própria segurança, nos meios de trabalho, de educação, de saúde e até em meios de comunicação.

Há muitos jornais comprados por políticos, muitos canais televisivos manipulados por corruptos e que manipulam a sociedade. E sabe quem sustenta todo esse sistema? Sim, somos nós.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas afirma:

” Todos os seres humanos  nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciencia, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade”

Em face do exposto é fundamental que os Direitos Humanos deixem de ser utopias escritas em uma folha de papel e passe a ser executado em nossa sociedade cada vez mais ausente de ética. O futuro depende de um sistema honesto, limpo, transparente que invista na educação, na saúde, nos direitos básicos de cada um.

Vamos dar lugar a preocupação da construção de inúmeros presídios, com mais projetos sociais, mais escolas, mais hospitais e meios que tragam a melhoria da sociedade.

Utopia não vivida


Logo após realizar a leitura ‘’1968 O Ano Que Não Terminou’’ do jornalista Zuenir Ventura, nós nos sentimos rodeados numa atmosfera de paixão, impulsividade, utopia não vivenciada com um espírito de transformação, pois foi um ano em que o Brasil era governado por um regime militar autoritário que decretou o fim da liberdade de expressão dando lugar à censura e a perseguição daqueles que fossem contra o sistema.

É fundamental notar que após o golpe militar o país não seria o mesmo. Melhor dizendo, após a decretação do Ato Institucional número 5 que trouxe plenos poderes ao governo e acabou com uma serie de liberdades individuais, a sociedade sofreu transformações positivas e negativas.

A geração de 68, principalmente aqueles que lutaram contra a ditadura, foram para a prisão, para o exílio, morreram e deixado heranças boas e negativas, sendo a última exemplificada pelas drogas que representaram aos jovens o caminho para a ampliação do conhecimento, do autoconhecimento, da expansão da consciência, todas aquelas ilusões e o que se observou é que as drogas são um instrumento de morte e hoje é dominada por multinacionais, uma grande fonte de renda ao país e um dos negócios mais rentáveis do mundo.

Nota-se por outro lado a herança boa que a geração de 68 deixou.  Os nossos ‘’heróis’’ foram os jovens que cresceram deixando o cabelo e a imaginação crescerem. Eles amavam os Beatles e os Rolling Stones.  Protestavam ao som de Caetano, Buarque, Vandré. Viam Glauber e Godard, andavam com a alma incendiada de paixão revolucionária e não perdoavam os pais reais e ideológicos por não terem evitado o golpe militar de 1964. Era uma juventude que se acreditava política e achava que tudo deveria submeter ao político: o amor, o sexo, a cultura, o comportamento. Segundo Zenir Ventura, jornalista e autor das obras ‘’1968, o ano que não terminou’’ e ‘’1968 o que fizemos de nós’’. ‘’Houve muitas conquistas na época, sobretudo no plano do comportamento, a condição feminina avançou muito. Não digo o fim do autoritarismo, mas houve  um pouco a desmoralização do autoritarismo nas relações entre marido e mulher, entre professor e aluno, entre pais e filhos. Acho que é no plano do comportamento que você vai encontrar o que 68 tivemos de melhor. Fizeram realmente uma revolução não apenas política, mas também comportamental… ’’

Em suma, uma simples arqueologia dos fatos pode dar a impressão de que esta é uma geração falida, pois ambicionou uma revolução total e não conseguiu mais do que uma revolução cultural. Arriscando a vida pela política ela não sabia, porém, que estava sendo salva historicamente pela ética. O conteúdo moral é a melhor herança que a geração de 68 poderia deixar para um país cada vez mais governado pela falta de memória e pela ausência de ética.


Na Copa, mais do que nunca, o mundo é uma bola

O que é uma bola?

De onde se vê, seja de qual ângulo for ela é sempre igual. A bola não possui ângulo, não admite pontos de vista diferentes.

Talvez isso explique o fascínio que ela exerça sobre as pessoas de todo o mundo.  Quando ela começa a rolar pelo gramado vão ficando cada vez mais distantes o fascínio pelo poder, as fronteiras territoriais, as classes sociais, as mudanças climáticas, os conflitos bélicos.  A ganância, a exploração e a mesquinhez do homem ficam do lado de fora do gigantesco estádio da hipocrisia.

Sejam judeus ou muçulmanos, cristãos ou protestantes, pobres ou abastados, globais ou locais centro ou periferia, as únicas cores que diferenciam todos esses olhares são as de suas bandeiras, que num bailado espontâneo, se congraçam, se harmonizam, tremulam alegres, ensinando-nos toda a beleza da diversidade humana.

O mundo é uma bola. Por mais que insistam em chutá-lo para escanteio, Deus costurou cuidadosamente cada um de seus gomos para que não sejam desfeitos.

E é na copa, em um mês a cada quatro anos que aprendemos, para novamente, esquecermos nos próximos três, que a raça humana deveria ser comemorada como se fosse o gol mais bonito.

Inspiração do homem da minha vida, meu pai!

Um papel de todos

 

 


Marley, é um rapaz de classe média urbana, nascido em São Paulo no ano de 1970.Quando pequeno, trancado em seu apartamento, ficava assistindo televisão enquanto sua mãe se ocupava com os afazeres domésticos.

Seus desenhos preferidos eram: Scooby Doo, Tom e Jerry, Mickey e seus quadrinho eram o Batman, o Spider Man e o Super Homem.

Hoje, seu filho de dez anos assiste ao Cartoon e sua filha de 14 adora a Demi Lovato e já leu e assistiu a todos os filmes da saga Crepúsculo. Sua mulher compra todos os meses um produto da polishop e agora disse que vai comprar um maiô que deixa as curvas mais bonitas do Doctor Ray.

Essa semana Marley vai fazer um empréstimo no banco para comprar uma televisão de 42 polegadas e pagar a viagem dos sonhos da filha para a Disney. Antes de passar no banco, ele precisa ir ao shopping comprar um tênis para o filho e um novo i phone para ouvir indo para o trabalho.

E quem é Marley?

Bom, Marley é um rapaz de 40 anos de idade que mora na maior cidade do Brasil, onde ele e sua família, como muitas dessa geração, são os filhos, geração e produto de uma invasão cultural e um sistema linear.

Num país que é finito, não podemos viver num sistema linear, pois interagimos com diversas culturas, religiões, economias, políticas e sociedades. Nesse sistema existem falhas que vai da política e se estende na mentalidade do usar e jogar fora.

As pessoas vivem e trabalham ao longo desse sistema onde algumas são um pouco mais importantes do que as outras. Algumas têm um maior poder de decisão, como o governo. A função do governo é olhar por nós, cuidar de nós, porém o que vemos na maioria das vezes são escândalos políticos, cenas de corrupções, desvios das verbas públicas e a preocupação verdadeira é com o bem estar das corporações e o bem individualista.

Pagamos impostos para um asfalto mal feito, onde a placa na rua indica um gasto de 3 milhões de reais. Pagamos nossos impostos para encher os tanques dos militares, para enfrentar filas enormes em hospitais públicos, para nos depararmos com crianças pedindo esmolas nas janelas dos carros, para multiplicar o investimento no mercado armamentista, para alimentar o tráfico de drogas, de órgãos, de prostituição. Pagamos nossos impostos para não enxergar a injustiça social, para milhares de crianças e adolescentes deixarem as escolas, o conhecimento, para pegar em um machado e trabalharem nas lavouras.

Uma televisão talvez tenha sido montada por uma criança no México, seu plástico deve ter sido retirado da China, o metal na África do Sul e o petróleo no Iraque. Marley, personagem do início da história, não irá pagar na televisão que comprou.  Não irá pagar o custo da matéria

prima retirada, da exploração de crianças, da destruição e impacto ambiental na produção e liberação de toxinas das fábricas de eletroeletrônicos.

Quando pequenos, nossos pais sempre nos ensinaram a compartilhar o que era nosso, a sermos generosos. E o que fazemos depois de adultos?

Um jovem morador de rua um dia me responder que se tivesse muito dinheiro ele ajudaria sua família e daria roupas, alimentos, remédios, moradias, amor e carinho para outras pessoas que também não têm. Então por que alguém que não tem nada ainda deseja compartilhar, enquanto nós que temos de tudo insistimos em ser tão individualistas?

Aposto que nossos pais quando tinham a nossa idade não tinham as mesmas preocupações que as nossas. Hoje, tenho medo de respirar oxigênio, pois o ar é poluído e cheio de tóxicos. Tenho medo de ter um filho e ele não ter mais a mesma oportunidade que eu tive de saber e ver uma floresta, biodiversidade, um ecossistema, ver o céu azul e nadar nas águas do mar. Tenho medo da terra tremer, das ondas dos oceanos e das bruscas tempestades  invadirem a minha casa e da fúria da mãe natureza contra mim.

Em 1500, o país não só foi dito como descoberto, mas seria a partir daquele momento que ele não seria mais a terra de Pindorama, mas a terra do ponto de vista dominado, submetido, o que chamamos hoje de terceiro mundo.

Paul Brasil, ouro, café, cidades, indústrias…

Nós sustentamos o modo de vida que não é nosso. Encaramos a cultura européia como sinônima de evolução e até hoje nos anestesiamos para outras artes, literatura, tecnologia, lazer etc.

Só na Amazônia  perdemos 2 mil árvores por minuto para sustentar  grandes fazendas agrícolas e pecuárias. Plantamos arroz e feijão de melhor qualidade para ir para a mesa dos gringos. Alimentamos e adestramos os melhores gados para ir ao prato de gringos. Nessas mesmas fazendas são investidos milhões de reais, destruído milhões de florestas e exterminados milhares de famílias indígenas, raiz e sangue dessa pátria.

As pessoas precisam vender e comprar todo o lixo de substancias tóxicas o mais rápido possível em constante movimento, pois é essa rapidez que gera e mantém a bolsa e a economia do país em grande nível.  E a cada ano um novo modelo de carro, de eletroeletrônicos, de roupas, é fabricado para atrair mais consumidores.

Vemos nesses comerciais anúncios de produtos que supostamente você deveria comprar para lhe tornar um ser mais feliz e completo, caso contrário será inteiramente banido da sociedade.

Temos uma política do trabalhar, ver e pagar. Temos mais coisas do que tempo para sermos felizes.

Vivemos num sistema em crise e é preciso que todos nós enxerguemos isso.  Em vez da justiça se preocupar com a maioridade penal, ela deveria estar agindo nesse sistema falho para que a criança e o adolescente não tenham a necessidade de recorrer ao crime para se integrar socialmente, financeiramente e culturalmente.  Em vez do governo sujar suas mãos de

petróleo e esbanjar orgulho do mal que é feito ele poderia investir esse dinheiro em educação para todos de qualidade, projetos sociais e ambientais, na saúde pública e nas necessidades básicas da população.

Há quem diga que é irrealista idealista e que não pode acontecer, mas eu digo que quem é irrealista é aquele que quer continuar no velho caminho.

Precisamos nos livrar da mentalidade do usar e jogar fora, vamos fazer uma nova escola de pensamentos baseada na sustentabilidade e equidade, energia renovável, economias locais vivas, mais intervenção de jovens em todas as áreas, química verde, zero resíduo, uma sociedade alfabetizada, crítica, organizada e um governo que possamos ter orgulho de nos representar lá fora.

Não é como a gravidade que temos que conviver. As pessoas criaram esse sistema e nós também podemos mudá-lo. Por isso vamos criar algo novo, estudar e saber a vida dos nossos políticos, exercerem a verdadeira cidadania e fazer um país e um mundo melhor a cada dia.

Um olhar do futuro


Muitas culturas antigas no mundo todo descrevem eventos alarmantes que parecem estar se dando agora. Desenhos, textos e descrições recentemente encontradas parecem ter pertencido ao famoso profeta Nostradamus pode conter a resposta.

 A vida aqui na Terra já enfrentou a extinção pelo menos cinco vezes. Será que é possível interpretar as visões que Nostradamus tinha a fim de compreender e tornar ”reflexo” em ”ação”?

Nosso planeta defronta-se  com crises  de grande complexidade: escassez de petróleo, extinção de espécies, tsunamis mortais, caos econômico, ameaças nucleares, excesso de explorações e destruições naturais.

Estamos nos deparando com pontos críticos em sistemas fundamentais como no sistema de energia, no sistema climático do planeta, há pontos críticos no sistema financeiro, na produção de alimentos, no abastecimento de água, na exploração de matérias primas, no sistema de produção de eletrodomésticos, eletroeletrônicos, brinquedos, roupas, automóveis etc.

Estamos num momento em que todas as crises convergem. O mundo é destruído e renovado ou ambos. É natural que as pessoas sintam uma relação entre nossas tradições culturais e o que alguns acreditam que essas professias estão retratadas nas imagens do livro perdido. Tudo parece se alinhar com o centro da via láctea, um raro fenômeno astronômico que só ocorre uma vez a cada 26 mil anos. ” Metade do ciclo de 26 mil anos coincide exatamente com a última idade do gelo e o fim que se seguiu e o  pior período de aquecimento global foi o derretimento na última idade do gelo. Espero que não estejamos perto dessa magnitude’ disse Lawrence Josefh, autor de Apocalipse 2012 a um depoimento no canal History Channel.

Os Mayas são conhecidos por seus grandes conhecimentos sobre astronomia. O alerta maya diz que o alinhamento do sol e o do centro da galáxia pode trazer terríveis consequências. Esse conhecimento foi retomado por uma série de culturas antigas.

O que está acontecendo agora, em particular com as mudanças que ocorrem na ecologia e nos oceanos, foi previsto por Nostradamus e vários outros profetas.

Como os Mayas e outras culturas ancestrais, Nostradamus examinou as estrelas e enxergou o perigo: ” Haverá grande derramamento de sangue. O céu parecerá injusto. Tanto na Terra como no céu e no ar. Cultos, fome, reinos, pragas e confusão”. Ele previu muitos fatos políticos, religiosos, científicos e invenções.

    

   “… O mundo, quando se aproximar a conflagração universal, sofrerá tantos dilúvios e tantas inundações que não sobrarão terrenos que a água não tenha coberto. E tão logo será esse período de calamidades que tudo perecerá pela água, fora a história e a topografia dos lugares.

       Além dessas inundações, e em seus intervalos, algumas regiões estarão privadas de chuva até tal ponto, com exceção de uma chuva de fogo que cairá do céu em grande abundância e de pedras candentes, que não ficará nada que não seja consumido. E isto logo e antes da última conflagração.

       … Então as imagens do céu voltarão a mover-se, esse movimento superior que nos dá a terra estável e firme. Ela não se inclinará pelos séculos e séculos. …

           De Salon, 1º de março 1555
Michel Nostradamus”

    Carta a Henrique, Rei da França II:

      “… Depois, o grande império do Anticristo começará nos montes ATILA e em ZERFES de onde descerá com tropas incalculáveis, como a vinda do Espírito Santo procedente de 48 graus; mudará de lugar, perseguido pela abominação do Anticristo, que fará guerra contra o grande rei que desempenhará o papel de grande Vigário de Cristo e sua Igreja, em tempo útil e no momento favorável; esse acontecimento precederá um eclipse do Sol, o mais escuro e mais tenebroso jamais visto desde a criação do mundo até a morte e paixão de Jesus Cristo, e desde então até agora; depois, no mês de outubro, terá lugar uma grande translação, a tal ponto que todos pensarão que a Terra teria perdido seu movimento natural e estaria mergulhando nas trevas perpétuas. Antes disso, haverá sinais no ponto vernal. […]

      Em seguida sairá da haste há tanto estéril, e procederá do grau cinco, para renovar toda a Igreja Cristã. E uma grande paz, a união e a concórdia serão estabelecidas entre os povos dispersos e separados por poderes diferentes. E será conhecida tal paz que aquele que erguer e colocar em movimento a facção guerreira contra as diversas religiões será lançado nas profundezas de uma prisão, e o país enraivecido será unificado, depois de se juntar aos bons. […]

      Os países, as vilas, as cidades, as potências e as regiões que haviam abandonado os primeiros caminhos que percorriam a fim de se libertarem serão privadas de sua liberdade, soçobrando num profundo cativeiro, e a religião será completamente perseguida. […] Depois desse grande cão, aparecerá o maior mastim que destruirá tudo, mesmo aquilo que já fora destruído antes dele, depois que as igrejas haviam sido restauradas no seu primeiro estado e o clero reposto em suas funções, depois espalhará o deboche e a luxúria e cometerá milhares de faltas.

       […] Então serão feitas às Igrejas inúmeras perseguições como jamais se viram. E entrementes começará tamanha pestilência que mais de dois terços da humanidade perecerão. A tal ponto que não se conhecerão mais os proprietários dos campos e das casas e a relva crescerá nas ruas das cidades além da altura dos joelhos. […]

       E o Santo Sepulcro ficará durante um longo espaço de tempo abandonado, contemplado apenas pelos céus, sol e a lua. E na Cidade Santa não habitará mais que um pequeno povo, pelo número, mas grande pela sua cultura profana. […]
Segundo a computação astronômica, e relacionada com as sagradas escrituras, a perseguição dos homens da Igreja terá origem no poderio dos Reis Aquilionários unidos aos orientais. E essa perseguição durará onze anos, um pouco menos, e então será derrotado o principal Rei Aquilionário. .[…] E esse Rei cometerá crueldades incríveis contra a Igreja, ao ponto de que o sangue humano correrá nas ruas e nas igrejas, como a água de forte chuva; e os rios próximos ficarão rubros de sangue e, por outro lado, o mar se tingirá de vermelho com uma grande guerra naval […]  Depois, nesse mesmo ano, e durante os anos seguintes, ocorrerá a mais horrível pestilência, que se ajuntará à fome precedente e serão conhecidas grandes tribulações

jamais vistas desde a fundação da Igreja de Cristo, e isso em todas as regiões Latinas, o que deixará traços nas regiões da Espanha. […]

       Depois desse tempo, que parecerá longo aos homens, a face da Terra será renovada com a chegada do Reino de Saturno e do século de Ouro. Deus Criador ordenará, ouvindo a aflição de seu povo, que Satanás seja agrilhoado e atirado no abismo do Inferno, na fossa profunda: começará então entre Deus e os homens uma paz universal […]

[…] Eu poderia ter feito cálculos mais minuciosos e adaptados uns aos outros, mas considerando, oh Sereníssimo Rei, que a censura pode criar algumas dificuldades, retirei a pena do papel durante a calma de minhas noites. Na verdade, oh poderoso Rei de todas as coisas, muitos dos acontecimentos futuros são expressos claramente com bom senso e concisão, mas eu não quis e não pude reunir tudo nesta carta que vos dirijo. […]

       De Salon, 27 de junho 1558
Michel Nostradamus”

Os antigos sabiam como estar em harmonia consigo mesmos, com a natureza, com as formas de vida, em harmonia com todo o cosmos e nós perdemos contato com isso. Cito isso não para fazer com que as pessoas acreditem com toda certeza nas idéias de Nostradamus. Cito para fazer uma referência e resgatar o que esse indivúduo uma vez disse, uma vez previu e muitos de seus fatos estão acontecendo. Não digo que o mundo vai ”acabar” em 2012. Mas é provável que seja o início do fim .  E já está sendo com tantas catástrofes, golpes, explorações etc. Será quando a constelação de sargitário acertará sua flecha no coração da constelação de escorpião. A mudança quer ter valor já!

Chora, implora, se humilha, devora aos poucos o conformismo.

 

 

Parte dessas massas

 


Nesse paraíso canibal  composto por bons selvagens, é cenário de xilogravura alemã na carta escrita por Américo Vespúcio, é relato de franciscanos que por essas bandas passaram e observaram a abundancia de frutas e animais exóticos. É a descrição do ritual antropofágico dos tupinambás. É a plantação de uma Cruz, é a divisa de Vossa Alteza, é a salvação dos homens de caras vermelhas ajoelhadas diante de cristo.

Pindorama guardava o silêncio e sua beleza, mas ela acordou numa manhã movimentada por expedições que desembarcaram suas naus na terra vista e viram uma grande visão de lucro. Porém, nada mais que de repente, veio um furacão de desilusão que tomou conta dos pensamentos ambiciosos.

 Nessa terra que não possuía metais preciosos nem especiarias, exploradores não viram de muito proveito, exceto uma infinidade de árvores de Pau Brasil. Então todo um silêncio virou descrições e Cartas, expedições e mais gritos… Mesmo assim viram nessa terrinha um berço de matérias primas, e também um berço para abrigar uma família Real.

Hoje nessa avenida um samba popular passará por vozes, narrando o suor daqueles antepassados que ergueram grandes Catedrais, daqueles que ergueram grandes Casarões, daqueles que construíram essas avenidas grandes, daqueles que transformaram cana em ouro, daquelas minorias que ouviu um dia, olhou e fez muito barulho por um país livre e sem limites para se manifestar, das grandes florestas que foram implacavelmente Derrubadas e 1 milhão de escravos foram trazidos da África ou do Nordeste, os grandes capitais, encontraram nova ocupação, cidades novas foram sendo erguidas, novas e novos latifúndios criados e fortunas foram criados quase que da noite para o dia.

É Vera Cruz, não é brinquedo não!

E da capoeira, feijoada, o jongo, dos batuques veio também o samba, o axé que desceu o morro, as favelas e trouxe uma grande epidemia que tomou conta dos brancos com alma de índios, com alma de negros, com alma de brasileiros!

Não comemos carne na quaresma, mas sentimos a própria carne, no abraço, no beijo, no calor humano.

Das mentes provincianas restam exceções que ainda insistem em serem diferentes e têm vergonha da própria origem patriorizando outras bandeiras, outros valores… Como diz Vinicius de Moraes:

”… Pátria minha…

Ostenta A minha pátria não é Florao, nem
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra
E urina mar…”

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas qual será também
Que um dia traduzi num exame escrito:
“Liberta que serás também”
E repito !…”

Temos o grande poder de vestir a nossa camisa, de abraçar o seu próximo e cantar a história de um país de mulatos, de miscigenados, de homens com caras vermelhas.

Vamos cair nessa avenida

Axé